20 de novembro de 2009

Corpóreo

Sinto-te assim. Dormente. Insensível em toda a tua extensão. Quilómetros de ti que não sinto. Poros pelos células escamas pó. Todos lá menos tu. Pele que és. Corpo que é meu. Invólucro da minha bagagem. Tela branca pueril. Em todas as tuas tatuagens sinto-te o cheiro. São minhas. Em mim. Corporificadas. Desenhado a dedo o perfume. Os aromas. Tatuados os toques que não chegam a tocar. As histórias que roçam sem nada me contar. Vejo todos! Os mares e oceanos. As tempestades ciclones tufões ventos fortes tsunamis de emoções. Vejo o quente do Sol-pôr. Corpo meu que me mente. Corporeamente. Não sente. As cicatrizes de todos os que conheci. Em mim. Lá. Ausentes. Caminhos de terra batida. Carreiros. Cortiça marcada a cal. E a escopro. Calmamente. Eternamente. Corpo meu. Corpo mente. Pele livro. Livre. Pele vida. Viva.

7 comentários:

IsaCruz disse...

Bem visto. Gosto da forma como "misturas" a tua definição de "corpóreo" com a minha de incorpóreo. Está tudo aí. É só descobrir ..."calmamente."

Maçã e Canela disse...

Perfeito. Sem palavras.:) beijinho*

Anónimo disse...

mais uma vez arrepiada... :)

littledreamer

CarMG disse...

obrigada e um beijinho a quem conheço, e o mesmo a quem (acho que não) conheço :P

Anónimo disse...

conhecesss ;)

Anónimo disse...

lindo.
Parabéns,

visita-me

www.miragem.tk

CarMG disse...

já tinha visitado antes :) este comentário quase que veio atrasado! e gostei mt!