Por que te sei. Não de cor. Mas sei. Sei-te os passos e as acções. Conheço-te os pensamentos e as intenções. O cheiro que fica e não vai. O toque. O toque... não sai. Sei o que queres antes de ti. Sei o que precisas. Não é de mim. Há em ti uma intermitência agri-doce. Eu, prefiro um a seguir ao outro. Não de ti.
Oiço ao longe os teus passos e adivinho-te o caminho. Seguros e sorridentes. Sei o teu número. A tua peça. Mas o palco é meu. A pele os pelos o pululuar de agitação. Passaste do estômago para o coração. Daí, para o pensamento. Sei-te aí: guardado. Seguro. Tenho-me aqui. A seguir. A sorrir. Reconforto-me naquilo que sei e gosto: ... Por que te sei. Mas sei-me melhor a mim!
l'amour
Há 8 anos
10 comentários:
"Por que te sei. Mas sei-me melhor a mim!" ...
Perfeito, este post.
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Otis Redding é, de longe, muito mais perfeito ;)
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Amei, Amei, AMEI!
Muito bem conseguido o jogo! Na verdade, não será preciso sabermo-nos a nós para saber outro alguém? Ou pelo menos para poder acomodar tanta sabedoria nos sítios certos?
Sem dúvida que nos precisamos saber, I, para conseguirmos saber os outros, principalmente se insistirmos em vê-los através dos nossos filtros subjectivos, afinal "Nous ne voyons jamais les choses telles qu'elles sont,
nous les voyons telles que nous sommes." ;)
Maçã, aquele beijinho só pata ti :)
...apeteceu-me dizer: porque te gosto, mas gosto-me melhor a mim!
:-)
...porque somos nós que ficamos, depois de todos os ventos e tempestades.
Sim, gosto-me muito!
E gosto muito que passem por aqui também :)
Já passei... :)
Boa, Luís :)
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